22 de dezembro de 2008

Obedience





XXXIX Troféu de Obediência Educacão
Realizou-se, ontem, Domingo 21 de Dezembro.  
8 cães inscritos em Classe Elite.
O Miles foi o quarto cão a concorrer. No pré- ringue enquanto aguardava a sua vez de concorrer o Miles esteve sempre muito atento. Até porque as boxes todas do mundo inteiro são de quem? do Miles claro!!!! 
Quando chegou a nossa vez o Miles estava uma "pilha" e  com os motores de propulsão atestados. No penúltimo exercício  vi-o a olhar fixamente para um pino à nossa frente e pensei: 
este hoje ainda explode!!!!  
Infelizmente, o miles nao viu o apport direito e tivémos zero no exercício - uma sombra teimosa e uma pressa grande! 
A pontuação: 
Senta 2m - 10
Deita 4m - 9
Andamentos - 8.5
Idiota - 8
Chamada - 9
Box-10
Apports -0 GRRRRRR!!!
Salto -10
Posições- 9.5
Pontuação Final - 268,50 pontos - Excelente 3º. Lugar
BOA PUTO!

20 de dezembro de 2008

Álbum

Estamos em Dezembro: o mês do frio, das perninhas a aqueçer na lareira, de ficar deitado e quentinho quentinho enroscado na mantinha polar!!!
Ouviram, ó seus malucos!!!!!

Maria Maria como seria...

A Maria, a cada dia está a ficar mais cega. Hoje, a meio da tarde, com imensa luz, uma distância curta e teve de fazer um círculo, largo, parar duas ou três vezes e tomar atenção cada vez que a chamava, para me conseguir encontrar! 
A Maria tem cegueira por avitaminose (devido a subnutrição, vit E e A).
A Maria por vezes ganha coragem e aventura-se a andar com um passo mais rápido e confiante. Porém, não consegue desviar-se e muitas vezes embate nos obstáculos, pedras, árvores, degraus, etc. Estes embates resultam em quedas, feridas na boca e sobretudo numa enorme falta de confiança. Últimamente já só dá uns passinhos de corrida, e tem umas alegrias, nos jardins da torre de Belém onde quase não existem obstáculos!
Para quem não conheça aqui fica um fantástico site:
com muitos recursos para os que precisam ajudar os seus cães portadores de deficiência.  

WinterDogCamp (2º Curso intensivo para Treinadores)

A Educacão torna a apostar na àrea de formação sobre treino canino. Um programa bem diferente para estas férias de Natal:
Estão abertas as inscrições e os interessados podem inscrever-se ou por módulo ou no curso completo. O módulo Obediência Desportiva irá decorrer durante 3 dias e será ministrado por:
Paivi Lamminen (Finlandia) Campeã do Mundo em 2007, vice-campeã na última edicção do Campeonato Nordic Masters.
mais informações em: animaiscinemaetv@gmail.com

15 de dezembro de 2008

Álbum

Este é um mini miles da CasadArinia  -Jigsaw Puzzle - Busy- é lindo de morrer este meu neto!
p.s.- click na foto para ver em grande!

12 de dezembro de 2008

Última Hora

“Live Hard died Young” - Elefantes vivem duas vezes menos anos em zoos. Os elefantes dos jardins zoológicos europeus vivem, em média, duas vezes menos  do que os que habitam nas selvas, revelou na passada quinta-feira um estudo. Segundo o documento, um elefante africano de um zoo europeu vive em média 17 anos ao passo que um mamífero da mesma espécie que habite na selva vive cerca de 56 anos. 

No caso dos elefantes asiáticos, um animal que viva num zoo europeu tem como esperança média de vida 19 anos, contra os quase 42 de um que viva na selva. O estudo incide na comparação entre o tempo de vida de elefantes africanos e elefantes asiáticos que vivem em jardins zoológicos europeus, os que se encontram no Parque Nacional Amboseli, no Quénia, e os elefantes da Birmânia que transportam madeiras numa empresa da especialidade em Mianmar.Nos últimos anos, numerosos activistas têm feito campanha a favor da libertação dos elefantes "em jaulas" de zoos, fundamentalmente por considerarem que "estes animais necessitam de muito mais espaço" para viver.  Fonte: © 2008LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. 

Conheça os argumentos do que já é conhecido como “Live Hard died Young” em: http://www.elephantinformation.com/FREE%20MAGGIE.htmhttp://www.helpelephants.com/national_zoo.htmlhttp://www.savewildelephants.com/3.asp

Zoo life harmful to elephants Research states - Elephants living in zoos are less likely to reach old age than their counterparts living in protected populations in Africa and Asia according to new research. University of Guelph animal-welfare researcher Georgia Mason said recognizing zoos cause shortened life spans could mark the end of a long-standing debate about the physical and mental well being of zoo elephants. Researchers found Asian elephants living in European zoos have approximately half the average life span of elephants born into the logging industry in Myanmar, formerly known as Burma. Similarly, not a single African elephant in a European zoo has reached the age of 50 whereas around 1/3 of the African elephants living in Amboseli National Park in Kenya reach 50 or older, according to the study published in the recent issue of Science. Until there is a better understanding of why zoo life erodes elephant health the researchers call for an end to the importation of elephants from the wild, minimizing inter-zoo transfers and suggest breeding elephants should be restricted to those zoos that exhibit no harmful effects on their captive born animals.in:http://www.canada.com/topics/news/world/story.html?id=1062925

Presentes de Natal

Apadrinhamento de um animal selvagem – um Presente Original.

Oferecer o apadrinhamento de um animal selvagem, em recuperação, é a proposta de Natal do Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS). As contribuições mínimas variam entre 15 e 20 euros para apadrinhar um mocho-galego, uma coruja-do-mato, um milhafre preto, ou ainda uma águia-de-asa-redonda ou uma águia-calçada, entre outros. Apadrinhar um animal reserva o direito de ir assistir à sua libertação, para além do certificado de apadrinhamento com diversas informações e fotos do animal. O CERVAS pertence ao Parque Natural da Serra da Estrela e dedica-se à conservação e gestão das populações de animais selvagens.

10 de dezembro de 2008

Última Hora

Pesquisa austríaca afirma que os cães são invejosos! 
Um cão que vê um outro cão estar a ser recompensado, depois de ambos terem feito a mesma tarefa, consegue mostrar desagrado. Os Cães podem sentir uma forma de inveja e ressentimento.  Diversas experiências já haviam mostrado que os primatas são capazes de mostrar desagrado quando, por uma tarefa igual um parceiro recebe uma recompensa maior, recusando-se a colaborar com os investigadores ou deitando fora a recompensa inferior. 
Esta nova pesquisa, publicada na revista científica "PNAS", foi coordenada por Friederike Range, da Universidade de Viena,  revela que os cães também são capazes de se sentir ofendidos. É uma emoção mais complexa do que o que atribuímos normalmente aos animais", declarou Range. 
A pesquisa examinou as reacções de dois animais, sentados um ao lado do outro, quando eles recebiam recompensas desiguais após "dar a pata" a um investigador. A experiência foi repetida sob diversas condições, e permitiu concluir que os cães reagem de modo diferente a uma distribuição injusta, que ocorre quando um deles é recompensado por obedecer, mas o outro, não. O ressentimento foi medido com base no número de comandos necessários para levar o animal a obedecer, ou o número de vezes que o animal executaria a tarefa "de graça", antes de "entrar em greve". Além das várias reacções de stress, os cães que não recebiam a recompensa  - um pedaço de salsicha - paravam de realizar a tarefa, afirma  Range. Para mostrar que isso não acontecia apenas porque os animais não estavam a receber comida, foram testados cães sozinhos, sem outro ao lado, verificando-se que nessa situação os cães mais invejosos cooperavam por mais tempo antes de parar.


The absence of  reward induces inequity aversion in dogs
Hubera -Communicated by Frans B. M. de Waal, Emory University, Atlanta, GA, October 30, 200
One crucial element for the evolution of cooperation may be the sensitivity to others' efforts and payoffs compared with one's own costs and gains. Inequity aversion is thought to be the driving force behind unselfish motivated punishment in humans constituting a powerful device for the enforcement of cooperation. Recent research indicates that non-human primates refuse to participate in cooperative problem-solving tasks if they witness a conspecific obtaining a more attractive reward for the same effort. However, little is known about non-primate species, although inequity aversion may also be expected in other cooperative species. Here, we investigated whether domestic dogs show sensitivity toward the inequity of rewards received for giving the paw to an experimenter on command in pairs of dogs. We found differences in dogs tested without food reward in the presence of a rewarded partner compared with both a baseline condition (both partners rewarded) and an asocial control situation (no reward, no partner), indicating that the presence of a rewarded partner matters. Furthermore, we showed that it was not the presence of the second dog but the fact that the partner received the food that was responsible for the change in the subjects' behavior. In contrast to primate studies, dogs did not react to differences in the quality of food or effort. Our results suggest that species other than primates show at least a primitive version of inequity aversion, which may be a precursor of a more sophisticated sensitivity to efforts and payoffs of joint interactions. © 2008 by The National Academy of Sciences of the USA 

8 de dezembro de 2008

O relógio de pulso


Relógio de Pulso suiço resiste a ataque de    Pittbul 
A relojoaria suiça prova mais uma vez a excelência e a qualidade dos seus materiais. O relógio em causa, um Cerruti  com cerca de dez anos, estava no pulso de uma mulher de 42 anos e resistiu ao esmagamento pelos dentes de um cão da raça Pittbull. 
Bem, acrescente-se que  ambos, relógio e  pulso me pertencem. 
O relogio é suiço e meu. O pulso é meu e doeu! 
É como dizia o meu amigo fernando: "é a mesma coisa que meteres o braço na trituradora da cozinha"!
p.s. no hopital Santa Maria, a enfermeira afirmou que a vacina do tétano hoje iria doer. Fiquei fula. Berrei-lhe aos ouvidos: não vai nada! já não chega, não???
E não doi mesmo! Ou então os efeitos da trituradora são tão grandes que nem dou conta do mal menor!

Estante

AViagem do Elefante 
de José Saramago
Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia. Do facto histórico que foi essa oferta não abundam os testemunhos. Mas há alguns. Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação de ficcionista, José Saramago coloca agora nas mãos dos leitores esta obra excepcional que é a Viagem do Elefante.uma combinação de personagens reais e inventadas que nos faz viver simultaneamente na realidade e na ficção; um olhar sobre a humanidade em que a ironia e o sarcasmo, marcas da lucidez implacável do autor, se combinam com a compaixão solidária com que o autor observa as fraquezas humanas. Escrita dez anos após a atribuição do Prémio Nobel, A Viagem do Elefante mostra-nos um Saramago em todo o seu esplendor literário.Editorial Caminho

Natal

Este é o primeiro Natal com a Maria

5 de dezembro de 2008

O Rato Mickey cresceu ao contrário!


O Rato Mickey fez 80 anos no passado dia 18 de Novembro.

A evolução do  rato Mickey é um dos ensaios mais espantosos de Stephan J. Gold. Li-o, a primeira vez ,no âmbito da disciplina de Etologia tão sabiamente conduzida pelo prof. Bracinha Vieira (licenciatura em Antropologia FCSH-UNL). Lembro-me bem do entusiasmo, do riso deslumbrado e da sofreguidão de leitura que a descoberta dos ensaios de Gould nos provocou.  Desde essa altura que me acompanha um enorme fascínio pelos ensaios de história natural. O sorriso do Flamingo, A Guerra dos Caracois, O Polegar do Panda  e a Evolução do Rato Mickey são apenas alguns dos muitos títulos de S. J. Gold.

A Evolução do Rato Mickey:
S. J. Gold verifica que ao longo de 50 anos o Rato Mickey assume uma aparência mais juvenil - a cabeça e os olhos aumentam e o crânio assume porporções maiores e mais arredondadas - traços infantis - acompanhada pela alteração de comportamento: um rato cada vez mais bem comportado! 
Na história pictórica do trabalho de W. Disney, Christopher Finch comentou " Mickey ... 
 tornou-se um símbolo virtual   da nação. Era esperado que se porta-se sempre bem.  Quando ocasionalmente pisava o risco chegavam aos estúdios inúmeras cartas, quer de cidadãos quer de organizações. Sentiam-se os valores morais da nação postos em causa fazendo pressão para que o Mickey optasse sempre por se comportar como uma "pessoa" correcta. E, à medida que a personalidade do Mickey se suaviza, suaviza-se também a sua aparência.  Ora deste modo o rato Mickey cresceu ao contrário! As crianças se comparadas com os adultos têm cabeças maiores, maxilares mais pequenos e crânios mais arredondados. O caminho ontogenético  do Mickey foi exactamente ao contrário ou seja: ficou cada vez mais jovem!
A juvenilização progressiva enquanto fenómeno evolutivo recebe o nome de Neotenia.
mais em http://www.stephenjaygould.org/

1 de dezembro de 2008

Can Fear Be Reinforced?






A gentle hand or a tasty treat doesn’t reinforce fear, it reduces it !  Imperdivel!

 "Both Ends of the Leash: Fear Reduction"  Por:  Patricia B. McConnell, PhD 

(...) We’ve been taught for ages that trying to soothe frightened dogs just makes them worse. It seems logical, in a cut-and-dried, stimulus-and-response kind of way. Your dog hears thunder, he runs to you and you pet him. Voilà, your dog just got reinforced for running to you when it thunders, and worse, for being afraid of thunderstorms in the first place. But that’s not what happens, and here’s why. First, no amount of petting is going to make it worthwhile to your dog to feel panicked. Fear is no more fun for dogs than it is for people. The function of fear is to signal the body that there is danger present, and that the individual feeling fearful had better do something to make the danger, and the fear that accompanies it, go away. (...)

"Fear Is Contagious - I’d be remiss if I didn’t mention the one way you can make a fearful dog worse, and that’s by becoming scared yourself. The emotion of fear is so compelling that it is easy to spread around. “Emotional contagion” is the ethological term used to describe the viral spread of fear within a group, and it’s a common occurrence among social species. If you want your dog to be afraid of thunder, strangers or other dogs, just get scared yourself. If you’re afraid of storms, it is entirely possible that your dog will pick up on it and become more nervous." Conheça este excelente artigo em:http://www.thebark.com/content/both-ends-leash-fear-reduction?page=2

Can Fear be Rewarded?














Acalmar um cão que está com medo, com a voz ou com festas, é,entre os entendidos, completamente proibido.  Ideias como esta ou como a da dominância sempre me mereceram o mesmo comentário: Coitados dos cães!  Hoje falando da Maria e de como às vezes está melhor - com menos medo das pessoas, dizia a uma amiga que o meu setter também tinha sido assim, ao que ela respondeu: o tanas! o Tião era um arrogante do pior!!! Pois, mas o Tião vivia numa casa de meninas  e onde a história de não lhe fazer festas enquanto tremia que nem varas verdes com medo dos trovões nunca pegou! Ia-mos todas a correr, enroscavamo-nos com ele no sofá e ali ficavamos a ver se com conversas o distraíamos da coisa! A maria é um poço de medos que vão e vêem. Tenho duvidas que desapareçam. Mas acredito que iremos encontrar maneiras dela conseguir sentir-se segura comigo e com os rapazes. Que as memórias destes momentos sem medo podem ganhar cada vez mais espaço  e afastar as memórias dos medos! Felizmente, alguns estudos recentes sobre "os medos" indiciam que, e tal como na dominância, poderemos estar perante mais um erro de interpretação:
Can Fear be Rewarded?
"Of all the myths and misconceptions that have surrounded dog behavior and training for a very long time, perhaps the most persistent is the one that claims it is possible to reinforce an animal's fear by paying attention to him or trying to reassure him. For almost that long, behavioral researchers have known that it is difficult to influence emotional states and involuntary behaviors using rewards and punishments. Ever tried to influence your heart rate or other physiological parameter using biofeedback? Not easy to learn, even given the cognitive abilities of people that animals don't share. So, if your dog is afraid of say thunder, and you hold your pet and calmly stroke her to help her relax and calm down do you think her fearful behavior is likely to increase? That's what reinforcement does - increase the frequency of behaviors it follows. So if reassurance rewards fearful behavior, then it also follows that your pet is becoming more afraid as a result. It's the emotion of fear that is expressed with observable behaviors. If your pet's feelings of being afraid don't intensify, then neither will her fearful behaviors. There seems to be a persistent belief that it is possible to reward fearful behaviors without rewarding the emotion of fear. This may be true in people. We all know individuals with a "martyr" mentality who will act fearful and helpless just to get attention and have others take care of them.This doesn't seem to be true for animals. They don't pretend. If they don't feel afraid, they don't act afraid. When their emotional state changes, so do their behaviors. Behavioral researchers back in the 1940s, conditioned rats to jump to the other side of their enclosure in order to avoid the shock that followed a buzzer. In the next phase of training, the researchers changed the sequence so that cheese followed the buzzer and the shock was discontinued. Over multiple experiences with cheese follows buzzer, even as the rats attempted to jump to the other side, do you think the rats became more fearful and increased their jumping behavior? That's what would happen if you believe the jumping behavior (and therefore the fear) was reinforced by the cheese. Just the opposite occurred. The rats' fear decreased, the jumping stopped and they began to eat the cheese. This is an example of classical conditioning changing behavior by changing emotional state rather than operant conditioning rewarding fear.Copyright 2007, written by Suzanne Hetts, Ph.D. and Daniel Q. Estep, Ph.D., Certified Applied Animal Behaviorists. Reprinted with permission from “Pet Behavior One Piece at a Time”.                             in: http://www.fearfuldogs.com/fearstudy.html mais em http://www.fearfuldogs.com